As nossas castas

É das grandes uvas que nascem grandes vinhos

Apenas Portugal possui cerca de 300 castas autóctones da espécie Vitis Vinefera, que é a espécie de videira mais utilizada para a produção de vinhos a nível mundial. Especificamente na Região do Douro, a utilização de diversas castas no mesmo vinho é a forma tradicional de os produzir. Das dezenas de castas típicas no Douro destacam-se a Touriga Nacional, a Touriga Franca, a Tinta Roriz, a Tinta Amarela, a Tinta Barroca, A Tinta Carvalha, a Tinto Cão entre muitas outras. 

Aqui na Quinta Vila Rachel entendemos que os vinhos deverão ser feitos através da mistura de castas que já provêm da vindima, pois nas nossas próprias vinhas as castas já estão misturadas. Como damos um enorme valor à biodiversidade de plantas, para nós o fundamental é conseguirmos preservar o grande número de castas diferentes que existem no Douro, e com isto remar contra a corrente do que se está a passar em geral nas vinhas portuguesas. Actualmente está na moda substituir as tradicionais plantações antigas, onde as castas estão todas misturadas, para se fazer plantações em modo de monocasta, privilegiando mais ou menos as 7 principais castas do Douro, relegando para o esquecimento todas as outras. Acrescentando a isto, e ainda com outra agravante, as castas plantadas são clones de videiras selecionadas supostamente mais fortes, ou seja dentro deste número de castas restritamente selecionadas é relegado também para o esquecimento a biodiversidade naturalmente existente, para selecionar apenas as videiras mais fortes. Tudo isto é um enorme erro.

Por isso a nossa política passa por uma conservação da natureza e da sua valiosa biodiversidade. Quando fazemos uma nova plantação, vamos sempre buscar sementes diversas de vinhas antigas que já temos plantadas, rejeitando a plantação pelo método de clone de pé enxertado.

 

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